sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dores serão...
como se não houvesse chão
nenhuma palavra pra se  dizer
o medo eterno pode até instaurar prazer



terça-feira, 12 de maio de 2015

Ao meu lado


Não tenho medo do desconhecido
Nem daquele que trás um punhal na mão
Meu corpo não será vencido
enquanto nesse mundo houver chão
Ao meu lado voam os pássaros
trago com eles a liberdade
também voamos sozinhos 
em dias de tempestade
Ao meu lado rodopia
a saia de um furacão
roda o vento com malicia
trás na rosa um comichão
Sou do vento ventania
eu também venho de la
trago comigo sete chaves
uma porta para entrar
Não trago rastro no caminho
não tem como me seguir
Orixá no meu destino
pai Exu que esta por mim

quinta-feira, 24 de abril de 2014

[so da]

saudade sacana
começa leve e termina insana
lembranças boas das mais dolorosas
do aperto contra o peito, do abraço no leito
visão temporária de um instante de memoria
quanta inquietude, nao organizar/organizando
tudo para o tempo alargado passar...
um rodopio pela casa,
tudo ao mesmo tempo é como sei levar
a saudade insana perversa, começa a imaginar,
criar possibilidades infelizes, 
corpos que teorizam um sofrimento meretriz,
no quarto espera 
seu corpo se desespera
molha a cama em chamas

chamas, esperas...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

(do fundo do baú, poeminha que fiz 1999) " para se fazer de retalhos"

Tantos movimentos primitivos das salivas saciadas
orgulho rompido, conflitos de idéias por amores diferentes
ao grito de um amor leal ou encontros que pedem
uma nova semelhança.
O calor que faz-me levantar do meu aconchego,
meus movimentos em círculos deixa-me ver que estou
apenas sentada driblando os olhos alheios, fato não posso relatar...
deixo passar esse fluxo de dor perdida com preço e troco,
essências de tantas perguntas e insegurança por teu medo de se entregar
para chegar ao meu mundo toque primeiro a sua alma, beija-a ao fundo de um longo trato
talvez preencha nossos encontros feito de pura ausência do teu corpo
talvez salve nossas viagens de doações extintas...
beba um copo de água, cure sua ressaca
estude o silencio e compreenda seu soluço.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

aqui fora dentro

Já não saímos porque la fora chove.
Nossos corpos molham aqui dentro,
atendemos a vontade de escorregar pelos olhares
e ver transformar  nosso dia
em meses debaixo do lençol.
Do seu corpo brotam gotas
reticenciando a erupção de meus poros
entregues ao deleite me resta
um trago e um contemplar 
da sua beleza.
4:27 da manha ainda não 
sinto sono, o cheiro de café
do vizinho invade meu quarto,
so mais um trago, um traço
antes de despertar seus olhos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

p(odé)r 
...é caçador

meu

Quem sou eu alem daquele que quero ser?
Perdido entre meus pequenos passos invisíveis
o amor novamente busquei
O que aqui estava, jamais está
E jamais estará

Quem sou além daquele que quero ser?

Puro, sábio procuro a paz
Justo, mesmo que por um instante,
Fortalecido de insegurança
E corajoso o suficiente para dizer “tenho medo”
do que fiz, do que posso ser

Mas quem sou eu além daquele que aqui está?
Sou vários, menos este (que esta aflito)
Sou eu o que fui e cada vez mais o que quero ser